Enviado em 18/08/2012 - 18:24h
POR FAVOR, LEIA, É IMPORTANTE PRA MIM, OUVIR A SUA OPINIÃO.
Salve caros amigos do VOL. Venho hoje aqui propor um debate saudável entre a comunidade, com um foco mais filosófico...
Vocês já tiveram a sensação que o Linux no desktop "já deu"? Ou melhor, já se enjoaram de usar Linux?
Atualmente, estou me sentindo desse jeito, devido a grande quantidade de problemas que tenho com o pinguim. Na verdade, não são problemas com o Linux em si, pois ele é um bom kernel, mas sim, problemas com as distribuições que existem atualmente.
Primeiramente, foi a descontinuação do meu ambiente gráfico preferido, o Gnome 2, que deu lugar ao - odiado por uns, vangloriado por outros - Gnome 3. Sem contar, é claro, da enorme quantidade de forks que surgiram desse ato, como o Unity, Cinnamon, MATE, extenções do Gnome-Shell e etc...
Depois dessa bagunça, até hoje sinto dificuldade em escolher um ambiente desktop. Acabei por optar pelo Xfce, por ser bastante completo e funcional, mas aí já vem "outros 500"...
O Xfce, mesmo completo que seja, é bastante diferente do Gnome 2, o que me faz me sentir "um peixei fora d'água" em diversas situações. O thunar (gerenciador de arquivos do Xfce) nem tem sequer uma opção gráfica para marcar os arquivos como executáveis - temos que fazer esse trabalho pelo terminal, usando chmod +x, ou, usar o PCManFM, que não é totalmente compatível com os menus suspensos do sistema Xfce.
Dessa forma, estou sentindo a sensação que "a brincadeira acabou". Parece que, pra mim o Linux perdeu a graça. Não estou dizendo isso só por causa do Gnome 2, pois vou explicar tudinho logo abaixo...
Ainda lembro da primeira vez que dei boot em um LiveCD, e foi uma das sensações mais incríveis que eu já tive. Foi exótica e sensacional. Parecia um sistema de outro mundo...
Também posso recordar da primeira vez que usei o Kurumin. Ele era simplesmente mágico. Tudo nele era fácil de fazer, como todos os sistemas operacionais deveriam ser. Tinha um bom sistema de atualizações, era bastante estável, bonito de ver e usar, e, acima de tudo, tinha um ótimo painel de controle (característica ainda presente no Big Linux).
Atualmente, uso Linux no desktop, mas, infelizmente, tenho o Windows como sistema âncora. Qualquer problema que aconteça, tenho que dar boot no Windows e procurar soluções. Foi aí que eu percebi que o Windows me dava menos dor de cabeça e me ajudava mais do que as próprias distribuições Linux.
Não foi poucas as vezes que a minha conexão DSL pára de funcionar do nada, e tenho que reiniciar o computador. Isso quando, a minha DSL não "some" do menu de conexões do Network Manager. Programas fechando do nada, coisas que pararam de funcionar de um dia para o outro, são coisas recorrentes que acontecem comigo.
Para vocês terem idéia, até hoje o meu Xubuntu 12.04 LTS (quase 5 meses depois do lançamento) ainda dá crashs (erros graves no sistema). E isso não é só no Xubuntu. Ubuntu e Lubuntu apresentaram o mesmo problema. O pior é que, antes de gravar uma ISO em um DVD para instalação, eu faço questão de conferir as hashs MD5, SHA1 e SHA256. Somente se essas três hashs forem corretas, é que eu decido gravar a ISO. Então, problemas com a mídia de instalação, estão totalmente falsas. Se você está achando que meu hardware é recente e isso é um dos problemas, estás enganado: meu hardware têm 2 anos de uso, além de ser hardware de qualidade, e o kernel Linux é liberado entre 2 a 3 meses.
Fora isso, mas, não sei se vocês perceberam, mas nós não somos totalmente livres no mundo do pinguim. Não estou falando dos softwares proprietários que cada ISO Linux contém, mas sim, a liberdade de usar o programa que se quer.
Supondo que você esteje usando Slackware, é bem provável que você nunca consiga usar a última versão do KDE, por exemplo (à não ser que você seja um mega-blaster programador, faça o download do código fonte e compile todo o KDE para o seu sistema). A mesma coisa ocorre com as outras distribuições. Como o próprio Linus Torvalds disse, no filme "Revolution OS", você não usa o sistema operacional, e sim, os programas que ele contém. Se você sentir que está usando o sistema operacional, é porquê há alguma coisa errada. De quê adianta usar uma distribuição se ela contém programas da década passada? Se você quer ter acesso a programas mais recentes, terá que instalar a nova versão da sua distro preferida. Raras excessões ocorrem com o Ubuntu, em que alguns comuntários conseguem portar essas novas versões para serem instaladas em sistemas mais antigos via PPA.
Nesse mesmo contexto, entra outro problema que é a instabilidade. É batata: programas recentes apresentam bugs. Daí, você fica no dilema: instalo os programas recentes que necessito, e perco toda a estabilidade do meu sistema, ou fico "perrengando" com essa versão antiga?
Eu acho que a questão dos programas no Linux deveria ser levado mais à sério. Ao invéz de fazer uma nova versão por semana, ou até mesmo, diárias (como ocorre no Fedora Rawhide ou Debian Sid), os desenvolvedores poderiam desenvolver programas com um tempo maior entre as releases, evitando esse problema de atualizações constantes e o problema da instabilidade da distro. Esse pensamento diminuiria um outro problema que eu acabei de lembrar: os projetos sendo mais estáveis, trariam mais tranquilidade aos usuários, já que a probabilidade de mudanças drásticas nos programas seriam bem menores de acontecer. Ou seja, uma coisa que você usa hoje, não seria totalmente modificada amanhã.
Como eu disse acima, e quero confirmar novamente: "eu adoro usar Linux, tanto pela filosofia como pelo puro prazer de usar, mas nesse ritmo, vai ficar difícil eu acompanhar...."
Muitos dizem uma das vantagens de usar Linux é que se você não gostar de algo, basta pegar o código fonte e modificar, mas o que temos que ter em mente, é que 99,9% dos usuários nem sabem inserir uma tag html em uma página web.
Este é um tópico de opinião, então, por favor, não precisa chigar a minha mãe pelo que eu disse. Afinal, cada um tem a sua opinião, e eu gostaria de ver a sua opinião nos comentários! =P
Salve caros amigos do VOL. Venho hoje aqui propor um debate saudável entre a comunidade, com um foco mais filosófico...
Vocês já tiveram a sensação que o Linux no desktop "já deu"? Ou melhor, já se enjoaram de usar Linux?
Atualmente, estou me sentindo desse jeito, devido a grande quantidade de problemas que tenho com o pinguim. Na verdade, não são problemas com o Linux em si, pois ele é um bom kernel, mas sim, problemas com as distribuições que existem atualmente.
Primeiramente, foi a descontinuação do meu ambiente gráfico preferido, o Gnome 2, que deu lugar ao - odiado por uns, vangloriado por outros - Gnome 3. Sem contar, é claro, da enorme quantidade de forks que surgiram desse ato, como o Unity, Cinnamon, MATE, extenções do Gnome-Shell e etc...
Depois dessa bagunça, até hoje sinto dificuldade em escolher um ambiente desktop. Acabei por optar pelo Xfce, por ser bastante completo e funcional, mas aí já vem "outros 500"...
O Xfce, mesmo completo que seja, é bastante diferente do Gnome 2, o que me faz me sentir "um peixei fora d'água" em diversas situações. O thunar (gerenciador de arquivos do Xfce) nem tem sequer uma opção gráfica para marcar os arquivos como executáveis - temos que fazer esse trabalho pelo terminal, usando chmod +x, ou, usar o PCManFM, que não é totalmente compatível com os menus suspensos do sistema Xfce.
Dessa forma, estou sentindo a sensação que "a brincadeira acabou". Parece que, pra mim o Linux perdeu a graça. Não estou dizendo isso só por causa do Gnome 2, pois vou explicar tudinho logo abaixo...
Ainda lembro da primeira vez que dei boot em um LiveCD, e foi uma das sensações mais incríveis que eu já tive. Foi exótica e sensacional. Parecia um sistema de outro mundo...
Também posso recordar da primeira vez que usei o Kurumin. Ele era simplesmente mágico. Tudo nele era fácil de fazer, como todos os sistemas operacionais deveriam ser. Tinha um bom sistema de atualizações, era bastante estável, bonito de ver e usar, e, acima de tudo, tinha um ótimo painel de controle (característica ainda presente no Big Linux).
Atualmente, uso Linux no desktop, mas, infelizmente, tenho o Windows como sistema âncora. Qualquer problema que aconteça, tenho que dar boot no Windows e procurar soluções. Foi aí que eu percebi que o Windows me dava menos dor de cabeça e me ajudava mais do que as próprias distribuições Linux.
Não foi poucas as vezes que a minha conexão DSL pára de funcionar do nada, e tenho que reiniciar o computador. Isso quando, a minha DSL não "some" do menu de conexões do Network Manager. Programas fechando do nada, coisas que pararam de funcionar de um dia para o outro, são coisas recorrentes que acontecem comigo.
Para vocês terem idéia, até hoje o meu Xubuntu 12.04 LTS (quase 5 meses depois do lançamento) ainda dá crashs (erros graves no sistema). E isso não é só no Xubuntu. Ubuntu e Lubuntu apresentaram o mesmo problema. O pior é que, antes de gravar uma ISO em um DVD para instalação, eu faço questão de conferir as hashs MD5, SHA1 e SHA256. Somente se essas três hashs forem corretas, é que eu decido gravar a ISO. Então, problemas com a mídia de instalação, estão totalmente falsas. Se você está achando que meu hardware é recente e isso é um dos problemas, estás enganado: meu hardware têm 2 anos de uso, além de ser hardware de qualidade, e o kernel Linux é liberado entre 2 a 3 meses.
Fora isso, mas, não sei se vocês perceberam, mas nós não somos totalmente livres no mundo do pinguim. Não estou falando dos softwares proprietários que cada ISO Linux contém, mas sim, a liberdade de usar o programa que se quer.
Supondo que você esteje usando Slackware, é bem provável que você nunca consiga usar a última versão do KDE, por exemplo (à não ser que você seja um mega-blaster programador, faça o download do código fonte e compile todo o KDE para o seu sistema). A mesma coisa ocorre com as outras distribuições. Como o próprio Linus Torvalds disse, no filme "Revolution OS", você não usa o sistema operacional, e sim, os programas que ele contém. Se você sentir que está usando o sistema operacional, é porquê há alguma coisa errada. De quê adianta usar uma distribuição se ela contém programas da década passada? Se você quer ter acesso a programas mais recentes, terá que instalar a nova versão da sua distro preferida. Raras excessões ocorrem com o Ubuntu, em que alguns comuntários conseguem portar essas novas versões para serem instaladas em sistemas mais antigos via PPA.
Nesse mesmo contexto, entra outro problema que é a instabilidade. É batata: programas recentes apresentam bugs. Daí, você fica no dilema: instalo os programas recentes que necessito, e perco toda a estabilidade do meu sistema, ou fico "perrengando" com essa versão antiga?
Eu acho que a questão dos programas no Linux deveria ser levado mais à sério. Ao invéz de fazer uma nova versão por semana, ou até mesmo, diárias (como ocorre no Fedora Rawhide ou Debian Sid), os desenvolvedores poderiam desenvolver programas com um tempo maior entre as releases, evitando esse problema de atualizações constantes e o problema da instabilidade da distro. Esse pensamento diminuiria um outro problema que eu acabei de lembrar: os projetos sendo mais estáveis, trariam mais tranquilidade aos usuários, já que a probabilidade de mudanças drásticas nos programas seriam bem menores de acontecer. Ou seja, uma coisa que você usa hoje, não seria totalmente modificada amanhã.
Como eu disse acima, e quero confirmar novamente: "eu adoro usar Linux, tanto pela filosofia como pelo puro prazer de usar, mas nesse ritmo, vai ficar difícil eu acompanhar...."
Muitos dizem uma das vantagens de usar Linux é que se você não gostar de algo, basta pegar o código fonte e modificar, mas o que temos que ter em mente, é que 99,9% dos usuários nem sabem inserir uma tag html em uma página web.
Este é um tópico de opinião, então, por favor, não precisa chigar a minha mãe pelo que eu disse. Afinal, cada um tem a sua opinião, e eu gostaria de ver a sua opinião nos comentários! =P